Maiza questiona Santa Casa quanto a realização de auditoria

admin 20 de agosto de 2019 0
Maiza questiona Santa Casa quanto a realização de auditoria

A vereadora também levantou questões importantes sobre os valores da dívida da entidade

No último dia 15 de Agosto, a Santa Casa de Fernandópolis realizou uma audiência pública na Câmara Municipal para trazer esclarecimentos à população e às autoridades, a respeito da situação financeira da entidade, motivados também, pelos inúmeros questionamentos, após a abertura de investigação pela Polícia Civil. Durante a audiência, a vereadora Maiza Rio levantou questões importantes sobre os valores apresentados e quanto a não realização de uma auditoria.

Os representantes da entidade, informaram que atualmente, a dívida ultrapassa a casa dos R$ 40 milhões, sendo que desse montante, R$ 9 milhões foram contraídos após o início desta gestão. Diante disso, a vereadora pediu detalhes sobre o que justifica esse gasto de R$ 9 milhões em um período curto de tempo, e que representa em torno de 20% do montante. “Considero importante saber em que consiste esses gastos, até mesmo, para evitar que os números aumentem, e com eles, os problemas da entidade”, explica.

Outro ponto importante levantado por Maiza, foi a não realização de uma auditoria. A vereadora questionou porque não se realizou uma auditoria antes, ou após, o início desta gestão, já que entender a realidade dos números, facilitaria e muito, a organização das contas. “Penso que é uma questão crucial para dar transparência as contas da Santa Casa, ainda mais, por receber recursos públicos”, afirmou a vereadora, que ao final de suas considerações, deixou um pedido para que, apesar dos esforços realizados pelos atuais gestores, essa auditoria seja realizada.

Vereadora cobra explicações sobre a dívida desde 2017

Desde 2017, a vereadora Maiza Rio demonstra preocupação com a alta dívida da Santa Casa e a falta de transparência dos números. Na ocasião, a vereadora enviou o primeiro requerimento, solicitando informações como: quantidade de funcionários na folha de pagamento e valor total da dívida ao final da gestão de cada provedor (desde 1998), gastos com materiais de construção, insumos, obras, e outros, assim como, cópia de contratos e explicações. Em 2018, o documento foi reiterado, porém, nenhum deles foi respondido.

A vereadora também chegou a procurar o Ministério Público, mas, como não obteve resposta da entidade, e nem acesso a documentos, ou provas de irregularidades, não foi possível dar início a uma investigação naquele momento.
Há pouco mais de um ano, a entidade vem sendo investigada pela Polícia Civil de Fernandópolis que chegou a apreender documentos, computadores e outros itens no local. Um dos fatos que chamou a atenção dos investigadores, foi o de a entidade não ter respondido a requerimentos da Câmara, entre eles, os de Maiza.
Por se tratar de um órgão que sempre recebeu recursos públicos, entendo, assim como outras autoridades, que essas informações deveriam ter sido fornecidas. Mas, fico feliz que meu trabalho junto a Câmara tenha contribuído de alguma forma para que essa investigação acontecesse, assim como, a audiência pública. Tenho certeza, que a transparência é o caminho para a resolução”, explica a vereadora.

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